dos meus natais
lembro-me de muitos natais, recordações tantas de um tempo em que a minha vida era outra coisa distante daquilo que é hoje. lembro-me das ânsias, do nervoso miudinho, da família naquela mesa de reuniões que veio de uma empresa falida e que fazia as vezes de uma mesa de sala de jantar. era enorme e cabíamos lá todos, pais, tios, primos, avós e amigos que vinham ver as primas na expectativa de que aquela noite amanteigasse corações.
lembro-me do cheiro a lenha queimada, da minha avó materna, sempre cheia de frio, quase enfiada dentro da lareira com o nariz mais vermelho do que o do palhaço batatinha. lembro-me do cheiro a fritos que vinha da cozinha, da canela e do açucar polvilhado nos coscorões.
lembro-me do meu querido, querido avô Tonho, cujas lágrimas se fixaram aos olhos quando a minha avó nos deixou e nunca mais secaram, numa corrente constante que fazia parecer que sofria da vista mas que, sei eu, era tristeza, afinal um mundo sem ela, era um mundo vazio.
lembro-me ainda que os meus pais estavam juntos e eram felizes, novos e divertidos - era uma família de retornados que já tinha vivido muita coisa e que se entregava à felicidade com a facilidade e com a convicção daqueles que perderam tudo e pouco mais havia a perder.
lembro-me de adorar esses dias de Natal - eram muitos, no mínimo 3 a 4 dias - que nós não fazíamos a coisa por menos, como já disse, éramos retornados, gostávamos de festa e estar juntos era um pagode.
Depois a vida foi acontecendo. os primos e primas casaram, tiveram mais primos e primas, os tias e as tias deixaram de ser felizes uns com os outros, alguns separaram-se, os meus pais também.
A minha vida mudou. nunca mais fui, nem voltarei a ser, aquela miúda que gostava do Natal.
Sei que o facto de os meus pais continuarem amigos e estarem ambos presentes em todos os natais que se seguiram é uma coisa boa, apenas não é igual porque já nem um nem o outro carrega aquela felicidade que lhes encontrava lá atrás, naquela outra vida de que tanto me lembro.
era suposto que a vida fosse sempre assim, em estado natalício, ou não?
não sendo, resta-me retirar deste natal, dos próximos que vierem, o máximo de recordações e cheiros bons para que a reconstrução da memória se possa fazer, pelo menos, quase tão boa como aquela de então.
A todos vocês desejo que este seja também um Natal de onde retirem o máximo de recordações e cheiros bons.
vulnerabilidade
Bryan Ferry - Slave To Love from Tron67de on Vimeo.
porque há, sempre haverá, aquela música que nos recolhe ao mais profundo de nós.
porque há, sempre haverá, aquela música que nos recolhe ao mais profundo de nós.
Ortega, chega cá esse ossos
Lembra-se da coleção Chanel pre-fall de que falei aqui?
Pois parece que o querido Orteguita, que não dorme na forma e que vê tudo, sabe tudo e ouve tudo, lá me concedeu o desejo e truflas ... desenhou-me uma saia e um ponchito à la chanel que não envergonham ninguém!
Ontem
Gosto tanto do ar rosqueiro do Peninha depois de um dia inteiro a fazer fileiras na areia e a "marchar" cavacas :)
grey & white
grey jacket -zara (old)
white dress -zara * (old)
leopard sneakers - zara - new season
bag - yard of girls
sunnies - zara (old)
Earings - Ayla Bar (old)
Earings - Ayla Bar (old)
(das peças que transitam do verão para o inverno)
Grey jumpsuit
playing simple
white shirt - stradivarius
flare jeans - berska (old)
backpack - zara new season
sunnies - uterque (old)
my daily dose of bohemian
e é isto, este boost de cor e padrões que me arranca ideias e me chama o lado criativo, que me faz querer fazer mil e uma coisas para as quais não tenho o tempo e a disponibilidade que gostaria de ter.
Ainda assim, não desisto de sonhar com o dia em que parte do meu dia vai ser dedicada a isto!
just because i do
Esta coisa de tirar fotos para a esquerda e para a direita, a andar, parada, de ladex e sempre com aquele ar de que não é nada connosco, é assim uma coisa meia para rir, não é?
Afinal de contas, até que ponto é que isto vale a pena? o que se pretende? Não é, com toda a certeza, pelos ganhos com o blog que daqui nunca tirei nadinha e nem nunca esperei tirar.
Certamente que também não é por achar que sou uma estampa pois se há coisa que uma tipa de quase 40 anos sabe é quase tudo sobre si própria!
Mas quoi faire se eu gosto disto como se tivesse 20 ou 30!
Gosto disto, gosto do meu reportório/diário de tiny little things. De voltar atrás, de ir aos arquivos, visitar as férias passadas, visitar aqueles passeios especiais, visitar-me (nos) noutros momentos, noutros dias, na mesma vida.
Depois gosto das pessoas que conheci na blogoesfera(e há pessoas fantásticas!) e que sei que ainda vou conhecer, gosto dos modelitos das miúdas giras que são tão giras, do que elas fazem e do trabalho que dedicam aos seus blogs e às suas leitoras com conselhos e com tendências em primeira mão.
Em suma, gosto disto just because i do e enquanto gostar disto por aqui continuarei.
# Zara shirt dress (old)
# Stradivarius white shirt
#Zara faux fur collar (new season)
# Massimo Dutti bag (old)
#H&M oversized blazer (old)
# Boots Asos (on sale)
About Today's look
O preto vai ganhando terreno no meu guarda roupa, acho que me tenho deixado influenciar cada vez mais pelas imagens do Tumblr e Pinterest e começo a prestar mais atenção a esta cor que nunca ocupou o meu armário como agora.
Porque ainda é cedo para um total black (que isto do preto carrega-me o semblante) juntei ao look uns lábios vermelhos, um lenço da zara e um fedora da Massimo Dutti do ano passado nos mesmos tons.
Agora a aquisição mais estranha dos últimos tempos confesso que foram estes sapatos. Não seria normal olhar sequer para eles, mas não é que me perdi de amores? e o conforto? parece que ando em cima de um colchão! adoro-os, ainda que cheia de noção que esta moda da plataforma não agrade a toda a gente.
E as meninas, gostam de andar empoleiradas nestas borrachas? É TÃO COOL!
Subscrever:
Mensagens (Atom)






































